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quinta-feira, 23 de dezembro de 2010
Hoje
Hoje eu despertei
E vi tudo diferente.
Meus olhos enxergam
As verdades ignoradas.
Hoje eu sinto frio.
Algo que reflete
Por todo meu corpo,
Mas que vem da alma.
Hoje o sonho acabou.
Desejo é apenas uma palavra
Cujo significado desconheço
E não habita minha alma.
Hoje apenas faço uma oração
Para que o frio acabe
E Deus liberte minha alma
Que teima em viver neste corpo.
Bruno Chagas Barbosa
terça-feira, 7 de dezembro de 2010
Cão
Não sou dono do meu rumo
Agora apontam uma direção
Da qual eu devo seguir
Sem nunca questionar.
Vontade não existe
É apenas uma lembrança
De um passado distante
Que somente contemplo.
Fico no meu canto
Sonhando com algo
Que um dia foi só meu.
Lembrando-me dos dias
Em que eu era feliz,
Quando não era um cão.
Bruno Chagas Barbosa
04/12/2010
quinta-feira, 25 de novembro de 2010
Eclipse
Enquanto você caminhava nas trevas
Meus olhos estavam em você.
Quando se achava horrível,
Eu lhe vi como uma bela.
O véu negro que lhe cobria
Escondia você do mundo,
Mas não escondia sua beleza
Dos meus olhos fixos em você.
Hoje você brilha como Sol
Ocupando o lugar de destaque
Onde sempre a coloquei.
Esqueça-se das restrições
Do seu sombrio passado
E encontre a felicidade em mim.
Bruno Chagas Barbosa
sexta-feira, 29 de outubro de 2010
Farol
Navegava no mar negro
Da tristeza e angústia.
Um mar agitado pelos
Fantasmas do passado.
O porto seguro se tornou
Uma quimera inatingível.
Esperava ser engolido
E afundar sem um fim.
Havia me esquecido
Da paz emanada da luz.
Luz surgida das trevas.
Surgida do seu olhar.
Resgatado pelo belo farol
Que me levou a calmaria
Das águas do amor
E Sol quente da paixão.
Bruno Chagas Barbosa
terça-feira, 19 de outubro de 2010
Luz na Escuridão
Novidade que se abre
Juntos com os meus olhos.
Uma imensidão de coisas
Que nunca tinha visto.
Eu que era um gameta
E já fui um embrião.
Hoje sou um ser
Em eterna transmutação.
Já fui inocente e imaturo.
Não pensava no futuro
E sim naquela diversão.
Não conhecia o lado escuro.
Amadureci e aprendi.
O futuro quis enxergar
E a diversão deixei pra lá.
No escuro mergulhei.
Dentro de um túnel escuro
Vi um pequeno ponto de luz.
Por toda escuridão caminhei
Em rumo a está luz que crescia.
Ela cresceu dentro de mim
E iluminou o meu coração.
Aprendi que para mantê-la
Só dependo de mim.
Nessa eterna transmutação,
Sei que vou estou à margem
De dois caminhos que já percorri.
Passando hora por um e por outro.
A esperança de ter alcançado
O caminho da luz interior,
Não me deixa desanimar
Quando as trevas alcançam meu coração.
Bruno Chagas Barbosa
segunda-feira, 11 de outubro de 2010
Apagando as Luzes
O que era luz,
Trevas se tornou.
Sem que me fosse dito
As razões da mudança.
O amor que era mel,
Hoje é fel em sua boca.
O olhar que me confortava,
Hoje me atinge como flechadas.
O coração que batia por amor,
Deu lugar ao vazio do meu estômago.
Visão de um belo futuro,
Transformou-se na certeza do fim.
O meu coração bate baixinho
Com esperanças de dias felizes.
O tapa que recebi na face
Não é de dor, mas um despertar.
O nosso futuro ainda está lá
Esperando por nós dois.
Não apague as luzes
Desta pequena chama de amor que nos ilumina.
Bruno Chagas Barbosa
sexta-feira, 1 de outubro de 2010
Nariz de um Palhaço

As palavras mais belas
Usei para falar de você.
Do coração elas brotavam.
Será que este poço secou?
A beleza de um coração apaixonado
Foi dedicado somente a você.
Este coração que era vivo
Hoje está morto de tristeza.
O entusiasmo da esperança
Deu lugar ao desanimo da descrença.
A verdade do seu desprezo
Acertou a boca do meu estômago.
Para todos mostrava o meu amor
Usando todos os meios possíveis.
Este amor foi jogado no lixo.
Hoje só resta o nariz desse palhaço.
Bruno Chagas Barbosa
quarta-feira, 29 de setembro de 2010
Livro VISÃO “BURRACHA” DE UM MUNDO SÓBRIO
Para quem não conhecia este é livro de quando fazia parte do grupo Los Burrachos. O que posso dizer a vocês que o lançamento deste livro foi a realização de um sonho. Um sonho que custou para se materializar, já que a publicação de um livro de poesias é uma verdadeira Odisséia Moderna. Este livro foi lançado em 25 novembro de 2005 no Bar Bukowski, em Botafogo, Rio de Janeiro - RJ.
O Grupo era formado por Bruno Chagas Barbosa, Daniel Luz, Gildázio Agra e Rian Gomes Corrêa.
O livro conta com Prefácio de Antônio Carlos Villaça, escritor brasileiro, jornalista, conferencista e tradutor, reconhecido como um dos mais importantes memorialistas do Brasil. Além de agraciado em 2003 com o Prêmio Machado de Assis, concedido pela Academia Brasileira de Letras pelo conjunto de sua obra.
Um grande Abraço a todos os visitantes deste blog.
segunda-feira, 27 de setembro de 2010
Caramuru
Caramuru foi o único que restou
De uma tribo que lentamente definhou.
Caramuru tem um novo lugar para morar,
Mas ele não pode chamá-lo de lar.
Caramuru quer voltar
Para seu verdadeiro lar.
Caramuru quer voltar
A poder sonhar.
Caramuru é de um povo guerreiro.
Caramuru é um índio verdadeiro.
Ele chora porque não pode se transformar.
Ele chora porque aqui não é o seu lugar.
Caramuru quer voltar
Para seu verdadeiro lar.
Caramuru quer voltar
A poder sonhar.
Caramuru busca a felicidade
Mas só encontra a saudade.
Caramuru se engana com o falso amigo
Que o conquista com um apito.
Caramuru quer voltar
Para seu verdadeiro lar.
Caramuru quer voltar
A poder sonhar.
Um velho pajé o procurou
E toda a verdade lhe contou.
Caramuru entrou em depressão
Como tivesse uma flecha rasgando seu coração.
Caramuru quer voltar
A poder no homem acreditar.
Caramuru não consegue sonhar
E como a sua tribo começou a definhar.
Bruno Chagas Barbosa
sábado, 18 de julho de 2009
Barbados, alucinados e alcoolizados
Barba deixamos crescer,
Para ficarmos igual ao maior
Dos profetas, o qual morreu na cruz
Para que preguemos as suas idéias.
Cheio está o mundo
Dos falsos profetas!
O povo enganado
E cofre da Igreja estufado.
Senhor, o erro não deixe
Mesmo cometer.
Do rebanho estamos a cuidar
E deixe o patinho feio se afogar.
As servas do Senhor
Só pensam em trepar
Com Satanás e depois,
Cinicamente vêm se confessar.
Senhor, abençoai meu álcool
Que me dá coragem para me expressar.
Senhor, acabou a tequila
Como beberei mais Margarita?
Bruno Chagas Barbosa & Gildázio Agra
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